Meu Passeio à Portugal.

Meus relatos sobre a minha viagem a Portugal.
Início no dia 26.05 e término em 08.06.2010.
Roteiro: Lisboa, Cascais, Vale de Sintra, Cabo de São Vicente, Sagres, Lagos, Albufeira, Faro, Évora, Porto, Braga, Guimarães, Peso da Régua, Lamego, Viseu, Coimbra, Fátima, Tomar, Batalha, Alcobaça, Nazaré, Caldas da Rainha, Óbidos, Lisboa.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Convento de Santa Clara-a-Nova – Coimbra.

O Convento de Santa Clara-a-Nova localiza-se na freguesia de Santa Clara na cidade de Coimbra, em Portugal. O convento foi construído no século XVII em substituição ao antigo mosteiro medieval de Santa Clara-a-Velha.

O mosteiro é um importante repositório de arte portuguesa dos séculos XIV a XVIII e alberga os restos da Rainha Santa Isabel, fundadora do mosteiCoimbra_Santa_Clararo original.

História.

O mosteiro de Santa Clara de Coimbra foi originalmente fundado nos inícios do século XIV, perto das margens do rio Mondego. Isabel de Aragão, rainha de Portugal e esposa de D. Dinis, foi a principal benfeitora do mosteiro nos seus inícios, tendo-o escolhido como lugar de seu sepultamento.

As constantes inundações de que era vítima o velho mosteiro levaram à decisão de construir outro edifício para a comunidade de Clarissa. Assim, as obras do atual mosteiro começaram em 1649, estando já a igreja e vários edifícios conventuais terminados em 1696, quando se mudaram as últimas monjas. O arquiteto responsável pelo projeto foi João Turriano, frade beneditino, engenheiro-mor do reino e professor de matemática da Universidade de Coimbra.

Na rica igreja maneirista, o lugar de honra cabe à urna de prata com óculos de cristal contendo o corpo incorrupto da Rainha Santa Isabel, instalado em 1696 e pago pelo povo de Coimbra. O túmulo original, uma única pedra, mandado fazer pela própria rainha, jaz no coro baixo, onde painéis de madeira policromática contam a história da sua vida.

O grande claustro construído pelo húngaro Carlos Mardel, foi pago por D. João V em 1733.

Fonte: Wikipédia.

Universidade de Coimbra.

A Universidade de Coimbra, sediada na cidade de Coimbra, é a mais antiga universidade portuguesa. A instituição, uma das maiores do país, remonta ao século seguinte ao da própria fundação da nação portuguesa, dado que foi criada no século XIII, em 1290, mais especificamente a 1 de Março, quando foi assinado em Leiria, por D. Dinis, o documento Scientiae thesaurus mirabilis, que criou a própria Universidade e pediu ao Papa a confirmação.
História.
A bula do Papa Nicolau IV, datada de 9 de Agosto de 1290, reconheceu o Estudo Geral, com as faculdades de Artes, Direito Canônico, Direito Civil e Medicina. Teologia foi reservada aos conventos Dominicanos e Franciscanos.A universidade, inicialmente instalada na zona do atual Largo do Carmo, em Lisboa, foi transferida para Coimbra, para o Paço Real da Alcáçova, em 1308. Em 1338 voltou para Lisboa, onde permaneceu até 1354, ano em que regressou para Coimbra. Ficou nesta cidade até 1377 e voltou de novo para Lisboa neste ano. Até 1537 permaneceu em Lisboa, data em que foi transferida definitivamente para Coimbra, por ordem de D. João III.
A Universidade recebeu os seus primeiros estatutos em 1309, com o nome Charta magna privilegiorum.
Os segundos estatutos foram outorgados no ano de 1431 (reinado de D. João I), com disposições sobre a frequência, exames, graus, propinas e ainda sobre o traje acadêmico. Já no reinado de D. Manuel I, em 1503, a Universidade recebeu os seus terceiros estatutos, desta vez com considerações sobre o reitor, disciplinas, salários dos mestres, provas acadêmicas e cerimônia do cato solene de doutoramento. Desde o reinado de D. Manuel I que todos os Reis de Portugal passaram a ter o título de «Protectores» da Universidade, podendo nomear os professores e emitir estatutos. O poder real (bastante mais centralizado a partir de D. João II) criava uma dependência da Universidade em relação ao Estado e à Política, pelo que a preponderância dos Estudos Jurídicos se estabeleceu em Portugal.
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Fonte: Wikipédia

Biblioteca Joanina – Coimbra.

A Biblioteca Joanina é uma biblioteca do século XVIII situada nas dependências da Universidade de Coimbra, no pátio da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Apresenta um estilo marcadamente rococó, sendo reconhecida com uma das mais originais e espetaculares bibliotecas barrocas européias. Além de local de pesquisa de muitos estudiosos, o espaço é ainda frequentemente utilizado para concertos, exposições e outras manifestações culturais.

História.

Exterior da Biblioteca Joanina
A sua construção começou no ano de 1717, no exterior do primitivo perímetro islâmico, sobre o antigo cárcere do Paço Real, com o objetivo de albergar a biblioteca universitária de Coimbra, e foi concluída em 1728.

Apesar de ter sido construída no seguimento do projeto régio de reforma dos estudos universitários (consequência da difusão das correntes iluministas em Portugal), a Biblioteca Joanina é reconhecida como uma das mais originais e espetaculares bibliotecas barrocas européias.
O mestre de obras foi João Carvalho Ferreira. A decoração pintada só foi realizada alguns anos mais tarde, já nas vésperas da Reforma Pombalina: os frescos dos tetos e cimalhas foram executados por António Simões Ribeiro, pintor, e Vicente Nunes, dourador. O grande retrato do Rei é atribuído ao italiano Domenico Duprà e a pintura e douradura das estantes foi realizada por Manuel da Silva. O mobiliário, em madeiras exóticas, brasileiras e orientais, foi executado pelo entalhador Francesco Gualdini.
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Passeio Virtual - Imperdível.

Fonte: Wikipédia.
Fotos: Panorâmio.

Sé Velha de Coimbra

A Sé Velha de Coimbra é um dos edifícios em estilo românico mais importantes de Portugal. A construção da Sé começou em algum momento depois da Batalha de Ourique (1139), quando Afonso Henriques se declarou rei de Portugal e escolheu Coimbra como capital do reino. Na Sé está sepultado D. Sesnando, Conde de Coimbra.

História.

Coimbra (a Aeminium da época romana) é sede episcopal desde o século V, sucedendo a vizinha Conímbriga, invadida pelos Suevos em 468. Apesar da longa história, não há notícias precisas sobre a catedral de Coimbra desde a época germânica até a construção da Sé Velha. Em1139, após a decisiva Batalha de Ourique, Afonso Henriques decide financiar a construção de uma nova catedral, provavelmente devido à anterior estar muito deteriorada. As obras devem ter começado em tempos do bispo Bernardo (m. 1146), mas o impulso definitivo foi dado em 1162 com o bispo D. Miguel Salomão, que ajudou a financiar a construção da catedral.

Em 1182 as obras estavam adiantadas o suficiente para que o bispo Bernudos, sucessor de Miguel Salomão, fosse enterrado na nova Sé e, em 1185, foi coroado ali o segundo rei de Portugal, D. Sancho I. Os trabalhos principais terão terminado no início do século XIII, com as obras do claustro começando por volta de 1218, durante o reinado de D. Afonso II.

Atribui-se o projeto da Sé românica a mestre Roberto, de possível origem francesa, que dirigia a construção da Sé de Lisboa na mesma época e visitava Coimbra periodicamente. A direção das obras ficou a cargo de mestre Bernardo, também possivelmente francês, substituído por mestre Soeiro, um arquiteto que trabalhou depois em outras igrejas na diocese do Porto.

Obras importantes ocorreram no século XVI, quando se decoraram as naves com azulejos, se construiu a Porta Especiosa no lado Norte e se modificou o absidíolo Sul, mas o essencial do edifício românico foi mantido. Em 1772, vários anos após a expulsão dos Jesuítas pelo Marquês de Pombal, a sede episcopal foi transferida para a antiga Igreja Jesuíta (a Sé Nova de Coimbra).

Fonte: Wikipédia.

Fonte: Panorâmio.

Mosteiro de Santa Cruz – Coimbra.

O Mosteiro de Santa Cruz é um mosteiro da ordem dos Cônegos Regrantes de Santo Agostinho localizado em Coimbra, Portugal. Fundado em 1131, nele se encontram enterrados os dois primeiros reis de Portugal, D. Afonso Henriques e D. Sancho I. A qualidade das intervenções artísticas no Mosteiro de Santa Cruz, particularmente na época manuelina, fazem deste um dos principais monumentos históricos e artísticos de Portugal.

História.

A Igreja de Santa Cruz de Coimbra foi fundada em 1131 por D. Telo (São Teotônio) e 11 outros religiosos, que adotaram a regra dos Cônegos Regrantes de Santo Agostinho. A nova Igreja recebeu muitos privilégios papais e doações dos primeiros reis de Portugal, tornando-se a mais importante casa monástica do reino.

Sua escola foi uma das melhores instituições de ensino do Portugal medieval, tendo uma grande biblioteca (agora na Biblioteca Pública Municipal do Porto) e um cativo scriptorium. Nos tempos de D. Afonso Henriques, primeiro monarca português, o scriptorium de Santa Cruz foi usado como máquina de consolidação do poder real. A importância da Igreja é evidenciada pelo fato de que D. Afonso Henriques e seu sucessor, D. Sancho I, foram sepultados lá.

Na Idade Média, o mais famoso estudante da Igreja de Santa Cruz foi Fernando Martins de Bulhões, o futuro Santo António de Lisboa (ou Santo António de Pádua). Em 1220, o religioso assiste à chegada à Igreja dos restos mortais de cinco frades franciscanos martirizados em Marrocos (os Mártires de Marrocos), e decide fazer-se missionário e partir de Portugal.

No início do século XVI, o rei D. Manuel I ordena uma grande reforma, reconstruindo e redecorando a igreja e o mosteiro. Nessa época são transladados os restos de Afonso Henriques e Sancho I dos seus sarcófagos originais para novos túmulos decorados em estilo manuelino.

Entre 1530 e 1577 funcionou uma imprensa no claustro. É possível que o poeta Luís de Camões tenha estudado em Santa Cruz, uma vez que um parente seu (D. Bento de Camões) era prior do mosteiro na época, e há evidências em sua poesia de uma estadia em Coimbra.

Fonte: Wikipédia

FotosPanorâmio.